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Presente de Natal! Conquista do bi brasileiro do Timão completa 15 anos

Danilo Vieira Andrade

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© Ricardo Correa/Placar

Há exatamente 15 anos, o Corinthians dava um presente de Natal antecipado em forma de taça para a Fiel. Na antevéspera do Natal de 1998, dia 23 de dezembro, em um Morumbi com mais de 50 mil corinthianos, o Timão vencia o Cruzeiro na partida final do Brasileirão daquela temporada e se sagrava campeão brasileiro pela segunda vez na história. Relembre a conquista do Brasileirão de 1998, que faz mais um aniversário nesta segunda (23), em especial preparado com o apoio da Placar.

O Corinthians do segundo semestre de 1998 que conquistou o bicampeonato brasileiro era o embrião de um time que encantaria o país mais à frente. Após ser vice-campeão paulista no primeiro semestre, o Timão foi para o Brasileirão com uma equipe jogava um futebol bonito, ofensivo e de muitos gols.

No ataque, Marcelinho Carioca e Edílson eram os destaques e Ricardinho tinha acabado de chegar ao clube, ganhando espaço aos poucos. Vampeta e Rincón começavam a formar aquela que seria considerada a melhor dupla de volantes do Brasil tempos depois. Gamarra era considerado o melhor zagueiro do mundo na época, depois de passar a Copa do Mundo de 1998, na França, sem fazer uma única falta. Sylvinho na lateral esquerda representava as categorias de base do Timão. Todos comandados pelo técnico Vanderlei Luxemburgo.

O Brasileirão de 1998 vinha com uma novidade no regulamento. A primeira fase seria disputada por 24 clubes, em turno único. Os oito primeiros se classificariam para a fase final. Mas nas quartas de final, semifinais e final, foi implantada um sistema de playoffs, em melhor de três partidas em vez de jogos de ida e volta.

O primeiro confronto era realizado no campo da equipe com pior campanha. Quem se classificava em uma posição melhor, tinha o direito de jogar os dois duelos seguintes em casa. O time que vencesse duas vezes ou que terminasse com mais pontos se classificava. Em caso de empate de pontos, passava quem tivesse melhor saldo de gols.

Na fase de classificação, o Corinthians mostrou força, sempre brigando pela ponta da tabela. Após 23 jogos, o Timão terminou na liderança do turno único, com 14 vitórias, quatro empates, cinco derrotas, 46 gols marcados (média de dois por jogo) e 30 sofridos. Dessa forma, o Alvinegro teria a vantagem de poder fazer dois dos três jogos dos playoffs em casa até a final.

Nas quartas de final, o adversário foi o Grêmio. Na primeira partida, o Corinthians venceu por 1 a 0 em pleno estádio Olímpico, golaço de Rincón. A expectativa era de que o Timão matasse a série com apenas dois jogos, vencendo o seguinte no Pacaembu. Mas o time gaúcho surpreendeu e fez 2 a 0. A decisão da vaga ficou para o terceiro duelo, também no Pacaembu. Só a vitória classificaria o Alvinegro. Com o placar de 1 a 0 suado, gol de Edílson, foi garantida a vaga na semifinal, em que haveria um clássico.

O Santos foi o rival na fase seguinte e venceu o primeiro jogo, disputado na Vila Belmiro, por 2 a 1 (Gamarra fez o gol corinthiano). O Corinthians não poderia bobear em casa e foi para cima na segunda partida. No Pacaembu, grande apresentação corinthiana. Marcelinho e Edílson estufaram as redes, e o 2 a 0 deu a vantagem do empate para o Timão no terceiro e último confronto. A decisão da vaga para a final foi sofrida. A equipe santista saiu na frente. Apenas no segundo tempo, Edílson acabou com o sofrimento da Fiel e fez o gol da classificação para a decisão.

Na final disputada contra o Cruzeiro, surgiria o elemento surpresa do Corinthians, um jogador com a cara da Fiel: Dinei. Na primeira partida, no Mineirão, o time cruzeirense saiu na frente fazendo 2 a 0. O então camisa 18 saiu do banco de reservas e entrou em campo para decidir. Fez um gol e deu o passe para outro de Marcelinho, arrancando o empate de 2 a 2 que levava a decisão para os dois jogos em São Paulo.

O Morumbi foi o palco do segundo confronto, novamente muito difícil. Dinei novamente entraria durante a partida para ajudar o Corinthians. O atacante criou a jogada que terminou no gol de Marcelinho, abrindo o placar. Mas o Cruzeiro empataria no fim. Com 1 a 1, o Brasileirão de 1998 seria disputado na terceira partida do playoff final, com o Timão tendo a vantagem do empate.

Mais uma vez no Morumbi, o primeiro tempo do jogo final foi muito truncado. As equipes foram ao intervalo com o placar de 0 a 0. O sofrimento da Fiel só acabaria de vez com o personagem da final: Dinei. O camisa 18 saiu novamente do banco de reservas e decidiu o campeonato. Com um passe magistral, no meio dos Defensores do Cruzeiro, encontrou Edílson, que invadiu a área, driblou Dida e empurrou para as redes. Depois, fez uma jogada individual pela direita e cruzou para Marcelinho cabecear e dar números finais à partida e o segundo título brasileiro ao Corinthians.

Source: Corinthians Official Website