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Grêmio lança rede de fast food que gerou crise no Corinthians

Danilo Vieira Andrade

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O Grêmio vai ser o primeiro clube no mundo a ter uma rede própria de fast food. O negócio foi fechado em novembro do ano passado e, enfim, anunciado nesta terça-feira. O nome ainda vai ser escolhido pelos sócios-torcedores do time, que terão a oportunidade de decidir entre três opções pré-selecionadas pela diretoria. O primeiro clube a receber a proposta, no entanto, o Corinthians, rejeitou a proposta, o que gerou problemas no Parque São Jorge.

Os três nomes que estarão na votação, por meio do site oficial: Hamburgeria 1903, Brasa Azul e Triburger.

Para colocar o projeto em pé, o tricolor gaúcho firmou uma parceria com a Sport Food, empresa especializada em desenvolvimento de franquias fast food para times de futebol. A previsão dos gaúchos é de que a primeira loja, que será em um shopping, seja inaugurada em 90 dias, mas ainda não há local definido. A meta para os próximos anos é ainda mais ousada.

‘Nossa meta é de chegar a 90 unidades em um prazo de cinco anos, distribuídas por locais onde verificamos haver maior contingente de gremistas. Só no Rio Grande do Sul, a nossa intenção é de neste ano implantarmos cinco lojas’, disse Fernando Ferreira, executivo da Sport Food.

Entre as vantagens para o clube, além do recebimento dos royalties sobre o volume de vendas da operação, haverá duas datas por ano em que o lucro operacional será integralmente do Grêmio. O sócio-torcedor também será beneficiado com descontos na compra dos produtos oferecidos pela rede.

O plano foi inteiro embasado por pesquisas relacionadas ao mercado de alimentação. Segundo o executivo de marketing do tricolor, Beto Carvalho, o novo projeto vai permitir que o time tenha uma nova fonte de receita, em um segmento nunca antes explorado por nenhum clube no mundo.

‘Num país onde 37% dos gastos são com alimentação fora de casa, precisávamos de um novo produto que nos beneficiasse com o fato de possuirmos o título da torcida mais fanática do Brasil, devido ao engajamento de nossos 7 milhões de torcedores’, afirmou.

De acordo com Ferreira, um estudo da Cherto, empresa de consultoria que realizou a pesquisa de viabilidade do negócio, e da Pluri, idealizadora e responsável pela formulação inicial da rede, mostrou que havia uma grande lacuna no segmento de produtos de massa em clubes.

Sobre o lucro que as lojas podem dar à empresa e ao Grêmio, os executivos preferem ainda não comentar o assunto e não abrem os números esperados com a rede.

Polêmica no Corinthians

A mesma proposta foi apresentada para o Corinthians no meio do ano passado. O Marketing alvinegro se convenceu do projeto, depois de uma série de reuniões com a Sport Food, e decidiu levar a ideia em frente. O assunto gerou uma crise interna, pois foi ‘vetado’ pelo presidente Mario Gobbi e outros diretores.

Logo depois da rejeição, o então chefe do departamento de Marketing corintiano Ivan Marques decidiu deixar o cargo. O conservadorismo e a falta de apoio da atual gestão no setor foi um dos principais motivos para o afastamento do publicitário, sócio-diretor da agência F/Nazca.

Alguns meses depois, lembrando o episódio, o vice-presidente do clube Luis Paulo Rosenberg também fez duras críticas ao estilo dos comandantes do Parque São Jorge.

Entre aqueles que foram contra o projeto, a principal justificativa foi de que a rede não levaria muito dinheiro ao Corinthians. A crítica era rebatida por quem era pró fast food, com o argumento de que o mais importante da proposta era em relação à imagem do clube.

Source: ESP N