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Paulo André admite que invasão de torcedores teve importância na sua saída

Danilo Vieira Andrade

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‘Naquele dia, todos tememos, foi um dia complicado. A partir daquele dia, a segurança foi reforçada, não há medo de que aconteça de novo. Agora, sem dúvida, foi assustador o que vivemos. Qualquer um pensa na questão da sobrevivência, na tranquilidade para trabalhar. Não foi preponderante, mas, há, sim, um quê de importância na minha decisão’, afirmou.

Mesmo assim, o beque não apontou na invasão ao CT seu pior momento em preto e branco. A recordação mais amarga, segundo ele, é a derrota para o Tolima na fase prévia da Copa Libertadores de 2011, que resultou na saída de Roberto Carlos e na aposentadoria de Ronaldo. Na ocasião, reserva de Chicão e Leandro Castán, ele não enfrentou os colombianos.

‘Para mim, aquela desclassificação foi a coisa mais difícil aqui. Não pela pressão da torcida, mas pela vergonha e pela tristeza que ocasionou aqui dentro. Houve um desmanche, e aquele dia ficou muito mais marcado do que esse que passou. De qualquer maneira, tive muitos mais momentos alegres e felizes do que tristes’, comentou.

Entre os momentos de sorriso, Paulo André destacou os aplausos após a eliminação na Libertadores de 2010, a conquista do Campeonato Brasileiro de 2011 no Pacaembu e a partida para o Mundial de 2012 com cerca de 15 mil torcedores no aeroporto de Guarulhos. ‘Foram cinco anos que mudaram a minha vida, resumiu, depois de agradecer dirigentes, companheiros e fisioterapeutas.

Os últimos meses não foram tão felizes, mas, segundo o defensor, a má fase técnica do Corinthians não foi levada em conta. Ele apostou que o time vai conquistar títulos neste ano e disse entender que sua liberação sem resistência faz parte da reformulação por que passa o clube. Em uma semana, além do zagueiro, saíram também Douglas e Alexandre Pato.

‘É natural. O Tite saiu, o Mano chegou. A gente não teve um bom desempenho no segundo semestre. Talvez a mudança tivesse que ter ocorrido no final do ano, mas, aos pouquinhos, as coisas vão se ajustando. É um ciclo que se encerra. Fica o sentimento de saudade e o de dever cumprido’, concluiu Paulo André.

Source: IG