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Para Andrés Sanchez, contratar Ronaldo foi mais difícil do que fazer o estádio

Danilo Vieira Andrade

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Ronaldo decidiu se aposentar em 2011, logo depois da derrota para o Tolima, na Libertadores | Getty

Ex-presidente do Corinthians, responsável pela nova casa, Andrés Sanchez tem vivido dias intensos com a finalização das obras do palco de abertura da Copa do Mundo. Apesar de toda a pressão da Fifa e autoridades, essa não foi a sua mais difícil tarefa à frente do clube. Contratar Ronaldo Fenômeno para o alvinegro foi ainda mais complicado, segundo palavras do dirigente.

Andrés tem participado de palestras em universidades particulares em São Paulo nos últimos dias. Nesta quinta-feira, na Faculdade Sumaré, o cartola foi perguntado por um aluno: o que foi mais difícil, trazer o camisa 9 ou construir o estádio.

“Eu acho que foi mais difícil trazer o Ronaldo do que fazer o estádio. Se o estádio a gente tinha um projeto, o Ronaldo não tinha nem sonho. O Gordo foi uma coisa muito positiva dentro do Corinthians. Há um Corinthians antes e um Corinthians depois do Ronaldo. Como vai existir um antes e depois do estádio”, respondeu o ex-presidente.

“O Ronaldo é um parceiro do Corinthians, ele é maior do que ele pensa que é. Ele faz umas merdas aí de vez em quando, mas todos fazemos. O estádio a gente olhava ele lá bem longe, o Ronaldo a gente nem via”, completou.

Foi no final de 2008, com Andrés na presidência, que o Corinthians conseguiu contratar o atacante. Presente de Natal da torcida do time do Parque São Jorge naquele ano, o camisa 9 disputou 69 jogos pelo clube, com 35 gols marcados, e anunciou sua aposentadoria no início de 2011, logo depois da derrota para o Tolima, na fase preliminar da Libertadores.

O dirigente e o ex-jogador, no entanto, ficaram por algum tempo em lados diferentes do futebol brasileiro, depois do desligamento de Ronaldo. Enquanto o ex-presidente batia forte na Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o atleta defendia a organização da Copa do Mundo, o trabalho do Comitê Organizador Local (COL) e não apoiou, em nenhum momento, a candidatura de Andrés para o lugar de José Maria Marin. Fenômeno, no entanto, ao que tudo indica, mudou de ideia recentemente.

Source: ESP N