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Na bronca com árbitro, Mano diz que “detalhe” causou tropeço corintiano

Danilo Vieira Andrade

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Mano Menezes criticou a arbitragem de André Luiz de Freitas Castro, ficou na bronca com a cera dos jogadores do Botafogo, bateu boca com o técnico Vagner Mancini e até atacou de gandula durante o segundo tempo da partida que terminou com a vitória dos cariocas por 1 a 0, na noite deste sábado, em Manaus.

Mas nada de reclamar do desempenho do Corinthians. Apesar da insatisfação por causa do tropeço na Arena da Amazônia que impediu o Timão de entrar no G-4 do Campeonato Brasileiro, o treinador elogiou a pressão da sua equipe e classificou a derrota como um “detalhezinho”.

– Não acho que o Corinthians teve dificuldade hoje contra uma equipe que se fechou. Só o Corinthians criou. Mas continua sendo mais fácil destruir do que criar. Por um detalhezinho hoje ela (a bola) não quis entrar. Mas quarta-feira ela entra se nós continuarmos assim, no fim de semana que vem também. Isso que é o importante, não perder a linha daquilo que é o certo e daquilo que precisamos melhorar – disse o treinador.

Na primeira etapa, o árbitro viu pênalti de Fábio Santos após o lateral desviar com o braço um cruzamento da direita do ataque botafoguense. Mano concordou com a marcação, mas criticou o anti-jogo dos cariocas, principalmente na segunda etapa da partida, válida pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro.

– O jogo não andou. Vamos medir esse tempo de parada. Até nas substituições eles não sabiam quem ia tirar, saia um, voltava outro. E o árbitro não tomou nenhuma providência em relação a isso. Depois não adianta acrescentar quatro minutos. É muito pouco. A tentativa era sempre de quebrar o ritmo do jogo. Quando a gente começava a acelerar o ritmo caía alguém. É só contra isso que temos para reclamar. Acho que o pênalti foi pênalti, não temos que falar, mas é muito difícil quando o árbitro, nesse aspecto, não se preocupa com o espetáculo – completou.

Confira a entrevista coletiva do técnico Mano Menezes:

Arbitragem
– Em relação a arbitragem, o jogo não andou. A gente pode fazer um exercício para ver se foi justo aquilo que estávamos pedindo em relação a tempo de acréscimo para ver quantas vezes entrou a maca no segundo tempo, quantas vezes caiu um jogador do Botafogo. Vamos medir esse tempo de parada. Até nas substituições eles não sabiam quem ia tirar, saia um, voltava outro. E o árbitro não tomou nenhuma providência em relação a isso. Depois não adianta acrescentar quatro minutos. É muito pouco. A tentativa era sempre de quebrar o ritmo do jogo. Quando a gente começava a acelerar o ritmo caía alguém. É só contra isso que temos para reclamar. Acho que o pênalti foi pênalti, não temos que falar, mas é muito difícil quando o árbitro, nesse aspecto, não se preocupa com o espetáculo. Ele pode não deixar isso acontecer. Ao invés de chamar a atenção você mostrar um amarelo você inibe porque o jogador não vai fazer mais. Ele nunca fez isso durante o jogo e é sobre isso que estamos reclamando.

O jogo
– Não acho que o Corinthians teve dificuldade hoje contra uma equipe que se fechou. Só o Corinthians criou. Mas continua sendo mais fácil destruir do que criar. Se as vezes ainda falta um pouco é porque faz parte da característica do nosso grupo. Mas não temos de reclamar deles, que se esforçaram, se doaram, apertaram o Botafogo. Por um detalhezinho hoje ela não quis entrar. Mas quarta-feira ela entra se nós continuarmos assim, no fim de semana que vem também. Isso que é o importante, não perder a linha daquilo que é o certo e daquilo que precisamos melhorar.

Source: Globe Sport