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‘Enojado’ com cenário político, Andrés Sanchez cogita voltar ao Corinthians

Danilo Vieira Andrade

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O ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, atualmente atuando como Deputado Federal pelo Partido dos Trabalhadores (PT), se diz enojado com o atual cenário político brasileiro e cogita até o retorno definitivo ao Futebol, revela oBlog do Janca, no portal Lance!. Andrés pode tentar um novo mandato no Corinthians ou quem sabe buscar a presidência de CBF – desde que mude o sistema de votação – que hoje dificulta a rotatividade de poder.

Na comissão do impeachment votada na Câmara dos Deputados, o amigo de Lula, votou contra a destituição de Dilma Rousseff. O Deputado Federal tem feito duras críticas a ‘Operação Lava Jato’ da Polícia Federal, que entre tantas coisas investiga o pagamento de propina feito por empreiteiras à dirigentes, políticos e campanhas eleitorais na construção de estádios da Copa do Mundo 2014.

O vice-presidente do Corinthians e chefe de gabinete de Andrés, André Negão é um dos investigados, suspeito de receber R$ 500 mil de propina da Odebrecht. Empreiteira responsável pela construção da Arena Corinthians – ele nega. André Negão chegou a ser preso, mas por porte ilegal de arma, pagou fiança e foi liberado.

Andrés já deixou claro, que se for confirmada irregularidades e recebimento de dinheiro indevido no Corinthians, o responsável terá de ressarcir o clube. O deputado não irá concorrer a mais um mandato na Câmara, e diz que as investigações da Lava Jato dificultam e atrapalham a venda dos naming rights da Arena – ele é um dos responsáveis.

No Corinthians, o ex-presidente é criticado pelo conselho deliberativo – e pela torcida devido ao valor cobrado nos ingressos – justamente pelas contas do estádio, que para eles não foram muito bem explicadas. O custo total da obra ultrapassou a casa de um bilhão de reais, superando e muito o valor inicial, e também pela demora na venda dos naming rights, que Andrés Sanchez promete desde 2012.

Na última semana, a Caixa Econômica Federal – que compõe o grupo administrador da Arena –deu o aval para o Corinthians fechar as negociações. Guardado a sete chaves, o nome da empresa ainda não foi revelado, mas se diz nos bastidores, que é uma empresa do ramo bancário.Na quinta-feira (28), Roberto de Andrade, presidente do Corinthians disse que em 15 dias– a partir da data – seria selado o acordo e oficializada a parceria e venda dos naming rights.