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O presidente Andrés Sanchez, ao lado de Roberto Gavioli, gerente financeiro, explicou questões financeiras que atormentam o clube desde o início da temporada. Entre outras coisas, o presidente assumiu que houve falha nas contas, mas classificou como “ato político” a não aprovação de contas na última reunião do CORI (Conselho de Orientação).
Andrés também cobrou as pessoas que, nas palavras dele, colocam o Corinthians nas páginas judiciais. O presidente afirmou que a história vai cobrar essas pessoas e minimizou a crise.
“Quero deixar bem claro e assumir nosso erro. Houve falha. Estamos corrigindo. O CORI não tinha nem balanço para votar na última reunião. Era só para averiguar a decisão do Conselho Fiscal. Tinham aprovado tudo, de repente, foi votado. É um ato político de algumas pessoas. Sei da minha história e do meu tamanho no Corinthians. Todos sabem minha história, ninguém vai me apequenar. Corinthians não pode passar por isso. Amanhã, a história vai cobrar quem coloca o Corinthians nas páginas judiciais. Em 2014, déficit era de mais de R$ 300 milhões e colocaram a Arena para dar um up. Estamos com déficit desde 2013. É ruim, mas não é problema. Estamos com problema de fluxo de caixa, mas não vamos dar % para ninguém. Erramos, vamos consertar, colocar para votar e cada conselheiro vai decidir de maneira técnica, fazendo o que for melhor para todos”, declarou Sanchez.
Roberto Gavioli, gerente financeiro alvinegro, explicou os problemas financeiros do clube e o rombo nos cofres acima de R$ 177 milhões no último balanço financeiro.
“Barcelona tem um passivo de 1 bilhão e 700 mil de euros. Manchester United tem um passivo de 170 milhões de libras só de taxa de transferências. Quase R$ 1 bilhão. Ter passivo não é um problema em si. O que tem que existir é capacidade de pagamento e o Corinthians tem. Vamos falar um pouco de 2019. A gestão foi ruim? Um déficit muito alto? Endividamento cresceu demais? São fatos no balanço e divulgados. Aconteceu. Aconteceu por alguns fatos que ocorreram, um deles foi a remontagem do time, mudança de filosofia de jogo. Presidência decidiu que teríamos que investir em atletas e isso foi feito. Com isso, se produziu mais despesa, mais investimentos. O que gerou o déficit no final do ano”, explicou o gerente.
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