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Duílio fala em “repensar relação com torcidas organizadas”

Danilo Vieira Andrade

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O presidente Duílio Monteiro Alves concedeu entrevista coletiva após a vitória do Corinthians sobre o Santos, nesta quarta-feira (21), na Vila Belmiro, pelo Campeonato Brasileiro de 2023.

Perguntado sobre o protesto que a torcida fez na chegada da delegação à Santos, o presidente corinthiano falou em repensar a relação com as torcidas organizadas.

“Sobre ontem na nossa chegada do ônibus: ninguém tem medo de descer, mas não vou colocar uma delegação de atletas em risco e muito menos famílias que foram ao hotel. Descer poderia causar um problema muito maior. A gente sempre fala que qualquer hora vai acontecer uma tragédia, já aconteceram várias, mas estamos cada vez mais perto”, iniciou.

“Precisamos repensar tudo isso. O Corinthians também vai repensar a sua relação com as torcidas organizadas, vamos conversar internamente para ver qual caminho seguir. Tivemos manifestações de alas diferentes das torcidas, tem eleição no clube e nas torcidas. O Corinthians não pode ser prejudicado com isso. Sabemos do momento e da responsabilidade, mas partir para a violência há uma distância muito grande”, completou.

O mandatário alvinegro ainda considerou repensar a estratégia de relação do próprio clube com os torcedores. Por fim, Duílio exaltou a Fiel Torcida.

“Sempre fui a favor da paz e da conversa, por isso sempre atendemos. Não quero falar o que vai acontecer porque vamos repensar e ver se a gente, como clube, está errando em algum momento. Sempre fui a favor da conversa para que a gente tivesse paz. Se não está adiantando conversar, não faz sentido, mas não é uma decisão tomada, vamos conversar para ver como vai seguir. A gente não está falando de torcida organizada e de torcida do Corinthians, e sim de algumas pessoas, algumas de organizadas, outras não. O Corinthians é centenário, a gente sabe da importância da Fiel: o Corinthians existe pela sua torcida, que é o nosso maior patrimônio. A gente não quer generalizar, somos quase 40 milhões, estamos falando de uma minoria. Mas vamos repensar, sim, como vamos seguir daqui para frente”.