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Para Mano Brown, Fenômeno revela conversa com o Corinthians por nova liga

Danilo Vieira Andrade

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Ronaldo Fenômeno está trabalhando para expandir o “Grupo União”, que busca criar uma liga no futebol brasileiro. O Cruzeiro, Botafogo e Vasco já fazem parte, e Ronaldo está em negociações com outros clubes, incluindo Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Atlético-MG.

O objetivo é melhorar a indústria do futebol e negociar os direitos de transmissão de forma centralizada. No entanto, a falta de entendimento entre os blocos Libra e Liga Forte Futebol (LFF) tem dificultado o progresso. Ronaldo enfatiza a necessidade de olhar para o futuro, em vez de disputas sobre receitas.

A criação da liga permitiria melhorias na infraestrutura dos estádios e transmissões. Os clubes têm a oportunidade de aumentar significativamente sua receita, mas a falta de acordo está impedindo o avanço.

“Nós do Cruzeiro, Botafogo e Vasco demos um passo atrás, falamos que não estamos com grupo nenhum. E na minha cabeça estou querendo criar um novo bloco para venda centralizada. Vou criar um bloco meu. O Botafogo já está dentro, o Vasco também, é possível trazer o Corinthians e o São Paulo, que a gente está tendo conversa. Quero falar com a Leila (presidente do Palmeiras) e com o Atlético-MG para fazer um novo bloco muito forte para negociar esses direitos”, declarou Ronaldo em entrevista ao rapper Mano Brown, no podcast “Mano a Mano”.

“Todos os clubes vão ganhar muito mais dinheiro com isso, mas a gente não avança. Tem quase dois anos que a CBF autorizou a criar uma liga e a gente não consegue. No início do ano passado trouxe o presidente de LaLiga para falar com todos os presidentes aqui em São Paulo. Explicou como funcionava, como era o acordo, tudo explicado direitinho. O que a gente ia fazer? Copiar e colar o modelo espanhol, que é de sucesso e justo. Mas eu, ex-jogador, proprietário do Cruzeiro, novo na função de dirigente… Os caras olharam para mim e falaram: que que esse cara está fazendo? Ninguém quis nem discutir esse projeto. Passaram alguns dias, os dois lados apresentaram novos blocos, buscaram fundos, mas acho muito difícil que a gente encontre uma solução para o próximo ciclo, que é no começo de 2025”, completou o Fenômeno.

“A receita do futebol brasileiro hoje é 0,7% do PIB brasileiro. Sem medo de errar, falei isso com o Fernando Haddad (Ministro da Fazenda) quando fui a Brasília: a gente pode facilmente chegar a 3% do PIB brasileiro. É muito dinheiro e os clubes não se entendem para a gente pegar esse dinheiro que está voando. Está voando”, finalizou.