Start » Vanderlei Luxemburgo » Vice do Cuiabá rebate Vanderlei Luxemburgo

Vice do Cuiabá rebate Vanderlei Luxemburgo

Danilo Vieira Andrade

FOLLOW PEOPLE'S TIME IN WHATSAP'S CANAL

News from Corinthians straight into your WhatsApp in real time.

WhatsAppEnter Channel

O vice-presidente Cristiano Dresch, do Cuiabá, rebateu as declarações de Vanderlei Luxemburgo comentando sobre o exagero de treinadores estrangeiros no Brasil.

Em participação no “Rolou o Melão”,podcastda ESPN, o cartola rebateu Luxa e afirmou que o modelo brasileiro de se fazer futebol está dando errado.

“O nosso jeito de jogar futebol é muito no ‘resolve ali para mim’, com jogada individual. Vi uma entrevista de um treinador brasileiro nesta semana falando: ‘onde está o nosso jeito de jogar?’. O nosso jeito brasileiro de jogar, pelos resultados que estamos tendo internacionalmente, não está dando certo. O Brasil vem passando algumas vergonhas nas Copas do Mundo que refletem o que tem sido feito no Brasil”, iniciou o dirigente.

“O futebol brasileiro tem um grande problema na base, na formação de atletas e muito maior ainda na formação de profissionais de base: treinadores, preparadores físicos, treinadores de goleiros… todos os profissionais que envolvem uma comissão técnica. A gente tem um déficit muito grande hoje. No futebol, temos uma quantidade de pessoas empregadas que não têm qualificação. Temos muita gente no futebol que consegue arrumar emprego por amizade. E os treinadores brasileiros estão sofrendo muito a consequência disso. A escola de treinadores brasileiros é ruim”, completou.

Luxa declarou que o exagero de técnicos estrangeiros pode acabar com a identidade do futebol brasileiro. “Temos mais de 50% de treinadores estrangeiros, será que cabe tanto europeu aqui no Brasileirão? Não poderíamos ter mais treinadores brasileiros jovens com nossa identidade? Não somos europeus, nossa característica é diferente, estamos querendo transformar o futebol brasileiro em europeu. Como vamos recuperar nossa essência de futebol?”, afirmou Luxa.

O vice-presidente do Cuiabá afirmou que a tendência é aumentar ainda mais o número de treinadores estrangeiros no país. “O futebol europeu é feito, em sua maioria, com movimentos automatizados. O futebol tem se tornado isso, esse ‘automatizado’ tem levado vantagem em relação ao ‘resolver com o talento’. O futebol virou físico, a questão física se impõe muito dentro de campo. A quantidade de treinadores brasileiros da Série A tem diminuído muito. Hoje são 13, amanhã podemos ter 14, 15, 16 (técnicos estrangeiros). É algo a ser pensado com urgência”, finalizou.