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Ronaldo Giovanelli falou o que estava na garganta de muitos corinthianos

Roberto Zanin

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Antes do clássico de domingo, a rádio Bandeirantes fez um ping pong entre os repórteres: o setorista do Corinthians falava só de possíveis crimes, suposta lavagem de dinheiro, em noticiário que mais parecia policial do que esportivo, enquanto o do São Paulo só dizia coisas belas e fofas.

Claro. As diretorias anteriores levaram o Timão a esse cenário. E os seis meses da atual gestão sinalizam coisa parecida.

Ronaldo não aguentou. Questionou por que as dívidas e as mazelas do São Paulo não são noticiadas com o mesmo barulho? Imediatamente foi repreendido pelos colegas.

Isso acontece desde 1910. O time do povo sempre foi perseguido. Suas vitórias questionadas pelo fictício “apito amigo” e suas derrotas e mazelas – dentro e fora do campo – amplificadas.

O São Paulo é mestre nisso. Surgiu como terceira via. Sem DNA, o clube apostou na empáfia desde sempre e, a partir dos anos 90 no marketing dos títulos. Os muros do Morumbi eram impenetráveis até bem pouco tempo atrás. De vez em quando aparece uma notícia ruim aqui e ali, mas os setoristas do clube não são tão investigativos para divulgar as falcatruas do clube. Ou talvez não sejam tão próximos às fontes internas do clube, como os setoristas e youtubers do Corinthians.

ATENÇÃO: Acho que a imprensa tem obrigação de noticiar tudo. E é inconcebível que a maior marca do futebol, o Corinthians, esteja endividado. Mas que o tratamento é desigual, isso é.