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Group of cards "Reconstruction" wants to rebuild what it destroyed?

Roberto Zanin

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Os anos de Renovação e Transparência no comando do Corinthians parece aquele camarada que recebeu um cartão de crédito com limite alto.

Foi gastando mais do que ganhava, pagando o valor mínimo das faturas e caindo no crédito rotativo-bola-de-neve, sem ninguém da oposição questionar (se é que houve oposição de verdade naqueles anos).

Afinal, o clube colecionou títulos nacionais e internacionais, com grandes elencos, e construiu nosso lindo estádio (deveria ter capacidade maior, mas tudo bem).

Mas, como ironicamente disse o líder da turma se referindo a outro time, “um dia a conta chega”. E chegou para eles. E chegou para nós.

Ficaria até dezembro escrevendo os erros cometidos durante os mandatos dessa gente, mas prefiro falar do presente.

Augusto Melo simboliza (ou simbolizava) a esperança de dias melhores. Dias de um Corinthians limpo e passado a limpo, rumo ao inexorável destino de prosperidade que o espera.

Mas Melo começou mal. Muito mal. A escolha de Rubão, o elenco mal montado, o episódio Vai de Bet, a base contratando goleiro que é lateral, etc, encobriram as boas ações, como a escolha de Fred Luz para organizar a casa e a mudança de rota no elenco profissional, demitindo Oliveira e contratando bons jogadores na janela que se encerrou.

Noves fora tudo isso, quase caí de costas quando vi que ex-diretores, outrora inimigos figadais, convocaram uma coletiva para, lado a lado, explicar por que querem tirar Augusto da presidência. O hostess do evento? Ivan Andrade, ex-responsável pela comunicação do clube, demitido por Melo. Estranho, não?

Se houver comprovação de que houve corrupção no caso Vai de Bet, que seja aberto o processo de impeachment. Mas seria este o momento adequado, quando o time luta para fugir da zona do rebaixamento e no estágio em que não temos uma conclusão do inquérito policial? Estranho, não?

Mais estranho ainda: o movimento que surge tem o nome de “Reconstrução”. Seria cômico se não fosse trágico. Os caras que destruíram o clube querem que acreditemos que serão capazes de reconstruí-lo.