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Palmeirense, Mauro Beting escreve textão exaltando aniversário de 115 do Corinthians

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Jornalista palmeirense, Mauro Beting costuma surpreender ao escrever sobre o maior rivalCorinthians. Não foi diferente nesta segunda-feira (01), data dos 115 anos do clube alvinegro.

Através das redes sociais, Mauro Beting escreveu longo texto destacando a história do Corinthians, a crise financeira e a rivalidade com o Palmeiras.

“Parabéns, rival, por ser o nosso maior. E parabéns, também, por ser o maior do São Paulo e do Santos. Isso é só de vocês. Os mais amados por mais gente. Os menos queridos por tanta gente”, diz trecho do texto.

LEIA O TEXTO NA ÍNTEGRA:

Corinthians, sou de 2 de setembro. Ufa! Você vem um dia antes. 56 anos e um dia, para ser preciso como um lançamento de Rivellino, uma falta de Marcelinho. Você nasceu junto com o Noroeste. Eu perderia o Norte se meus sapatinhos verdes na maternidade tivessem vindo um dia antes na porta do quarto.

Meu time deu de presente para vocês o empate com um gol contra. Justo no inferno astral de vocês – que já dura uns anos de péssimas administrações, más escolhas, ausência nas escolas, espertezas mais do que inteligências no Parque São Jorge.

Ontem o presente do meu time era uma vitória na Neo Química. Entregamos o empate que nos doeu. Como a Copa do Brasil deste ano. O tetra que não veio – como também não deixamos, em 2020. O nosso presente tem mais futuro do que vocês. Mas o nosso passado conjunto desde 1917 que nos presenteia com essa rivalidade que nos dá mais vida divina – como o seu Domingos e o nosso Ademir da Guia. Como tantos dias abençoados por saber que do outro lado da linha vermelha tem o nosso maior rival. E vice-versa. E o campeão proseia.

Já escrevi muito do que imagino ser o que jamais seria. Fico honrado que muitos aniversariantes de hoje se sintam representados quando falo de vocês. Fico chateado (mesmo compreendendo) o desprezo dos aniversariantes de 26 de agosto quando escrevo sobre nosso maior rival.

Mas é que, sem vocês, nosso mundo seria mais vazio. Não temos palavras para 1993, 1974. E não as achamos (e ninguém me achou) em janeiro de 2000 e dezembro de 2012.

Essa é a graça do jogo: a desgraça alheia. E mesmo a nossa.

Parabéns, rival, por ser o nosso maior. E parabéns, também, por ser o maior do São Paulo e do Santos.

Isso é só de vocês. Os mais amados por mais gente. Os menos queridos por tanta gente.

Vocês não são indiferentes. Porque vocês são mesmo diferentes. Curtam seu aniversário. E ganhem de presente o passado campeão dos campeões. O futuro ainda é mais incerto do que tantos erros a partir de Itaquera impagável, do Parque São Jorge dos mosqueteiros e guerreiros, de um novo tempo que está em jogo.