O meio-campista Petros chegou ao Corinthians no início de abril, contratado do Penapolense, e rapidamente se firmou na equipe titular com um fundamento como maior trunfo: o desarme. Importante no esquema tático do técnico Mano Menezes, o jogador é líder em roubadas de bola no Campeonato Brasileiro: são 42, em 12 partidas disputadas – uma média de 3,5 por jogo. Mesmo com a estatística positiva, o alvinegro cita a arbitragem como um obstáculo nesse sentido.
A expulsão do lateral Fagner, no segundo tempo do empate sem gols entre Timão e Coritiba, domingo, foi citada como exemplo pelo meia. Para Petros, não há como entender os critérios da arbitragem, já que as decisões para lances semelhantes parecem variar a cada jogo. O gaúcho Leandro Vuaden foi quem comandou a partida no Couto Pereira.
– O Fagner fez uma falta e foi expulso. A gente não entende como a arbitragem controla o campeonato. Se é mais solto, se é preso, se existe diferença um tipo de falta de jogador para jogador… É complicado. Não sabemos qual deve ser a nossa postura, porque não se sabe o que esperar da arbitragem – lamentou.
Petros no treino do Corinthians (Foto: Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians) |
Em uma partida com poucas chances para todos os lados, a expulsão de Fagner fez com que o Corinthians saísse do Couto Pereira comemorando o ponto conquistado. O Timão atuou mais da metade do segundo tempo com um jogador a menos e caiu na tabela ao fim da rodada: com as vitórias de Fluminense e Inter, o Alvinegro, que antes era vice-líder, foi para a quarta colocação, com 24 pontos. O líder Cruzeiro tem 29.
Fonte: Globo Esporte