Nilton reclama do Corinthians e revela mágoa de Mano

Danilo Vieira Andrade

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Nilton tornou-se um dos principais nomes do Cruzeiro no bicampeonato brasileiro consecutivo. É inegável que a participação do jogador, sobretudo em 2013, foi preponderante para o time de Marcelo Oliveira. O volante, no entanto, teve dificuldades no início da carreira, quando foi ‘desvalorizado’ pelo Corinthians, clube que o revelou, e na sequência, atravessou problemas financeiros no Vasco, que o deve até hoje.

O meio-campista apareceu entre os profissionais do time do Parque São Jorge em 2005 e demorou a se firmar. A dificuldade é algo recorrente na agremiação. Exemplos não faltam de atletas que deixaram o local para aparecer em outros clubes. Ao ser questionado sobre o fato, Nilton não esconde a mágoa.

“A importância da formação é grande, é bacana para todos, mas se segurassem mais para encorpar o jogador, seria o ideal. Não dão tantas oportunidades. Mas tem a questão do dinheiro também. A quantia é absurda. A valorização é necessária. Tinham que segurar e ver o que o jogador pode mostrar técnica e psicologicamente. Às vezes, o atleta tem uma sequência de jogos e fica, mas isso não basta. Requer um trabalho total”, disse ao UOL Esporte.

“Até o Fagner pode ser acrescentado nessa lista (de jogadores da base que não têm sequência no Corinthians), tem o Jô também. Até lembro que estávamos no profissional B e o técnico precisava de um lateral-direito. Indiquei o Fagner, disse que ele tinha condições. Estava sem lateral, o Coelho tinha saído. Ele fez seis, sete jogos e foi vendido para o PSV. O Jô também foi vendido, era o jogador mais novo a atuar pelo profissional”, completou o jogador.

O caso do volante bicampeão nacional tem uma particularidade. No início de 2009, quando passou a ter mais oportunidades, o então técnico Mano Menezes o liberou para negociar com outras equipes. O meio-campista acredita que faltou ‘bom senso’ ao comandante,

“Vinha jogando, indo para o banco. Estava atuando. Tinha seis volantes no Corinthians à época e, mesmo assim, ia para os jogos. Houve a contratação do Túlio, que estava no Botafogo. Foi no período que o Ronaldo foi para o Corinthians. O Mano nem chegou em mim para falar. Quem falou comigo foi o Sidnei. Ele chegou para mim e disse: ‘as portas estão abertas, o Mano não vai te utilizar, pode procurar um clube que tenha interesse em você’. Acho que, no meu ponto de vista, não teve nenhum pouco de bom senso de chegar e falar, até porque conversava com o Mano. Não houve isso da parte dele. Falou que não teria espaço e ele queria que seguisse minha carreira. Hoje, agradeço a atitude dele, porque consegui seguir minha vida adiante”, afirmou.

Fonte: UOL