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Chega! Precisamos de diretores que amem o Corinthians acima de tudo

Roberto Zanin

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Nos últimos dias, algumas coisas me entristeceram e me revoltaram. A vergonhosa derrota no Maracanã foi o desfecho.

O time do Flamengo, cuja parte da torcida torce para o time “x” e também para o Urubu, tem um elenco muito, mas muito melhor que o nosso. Tínhamos a obrigação de ter um plantel do mesmo nível que o dos caras (Ayrton Lucas é o terceiro reserva da lateral. Cebolinha, o terceiro reserva na beirada). Mas o que relatarei abaixo explica por que não temos.

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Pedro Silveira, executivo de alto nível, pediu demissão por motivos de saúde. Parece que o problema é sério, mas, poucos dias antes da saída, já doente, deu entrevista bastante esperançoso com a reestruturação financeira do clube e dizendo ser resiliente profissional e pessoalmente.

Por que pediu demissão?

Depois, a entrevista de Fred Luz ao InfoMoney foi um soco no estômago do torcedor alvinegro.

O homem que foi um dos responsáveis por ter levado o Flamengo da quase falência ao melhor elenco do país, foi polido, mas eu traduzo o que ele disse: apesar de a situação do Corinthians ser menos grave do que a do mengo de outrora, os diretores, conselheiros e aspones do Corinthians não deixaram que o trabalho dele fosse feito.

Isso coloca a última pedra na gestão Augusto Melo. Cansados da bronquice e arrogância da Renovação e Transparência, o novo presidente nos deu esperança (apesar das aparências de ser mais do mesmo).

O homem falou um monte, disse que iria contratar “pessoas técnica” (sic), que seus amigos ficariam da porta para fora do Parque São Jorge. De Rubão a Claudinei, passando por Marcelinho Mariano, a prática demonstrou o contrário.

Horas depois de ocupar cadeira de presidente, contratou, dizem, um torcedor do SPFC para ser diretor de marketing. Veio a Vai de Bet (o resto as páginas policiais estampam).

Ou seja, o Corinthians, religião que afeta a saúde e o humor de 35 milhões de pessoas, está na mão de pessoas com mentalidade pequena, que pensam em se servir do Corinthians e não em servir o Corinthians. Não falo em corrupção. Não sou investigador e não tenho provas. Mas falo na preocupação desses desqualificados com o seu mundinho, com suas carteirinhas, com seus ingressinhos e outras benesses.

O Corinthians é uma analogia àquela estória sobre quando Deus criou o Brasil, país privilegiado pela natureza, mas com os piores políticos do universo.

“Vou criar um clube que terá o nome e o escudo mais bonitos, será o mais carismático, o mais apaixonante, com a torcida mais fiel, o mais poderoso, que será invejado por todos. Mas, como isso é injusto com os adversários, você vai ver os dirigentes que esse time vai ter.”

É necessária uma revolução, no bom sentido do termo. É fundamental que você, corinthiano do bem e que tenha 200 reais por mês sobrando, fique sócio do clube. Daqui a 5 anos você poderá votar. Mas isso demora.

Para já, a torcida (alô, Gaviões!) tem que exigir que esses caras pensem nos interesses do Corinthians. Não nos seus.

Chega!