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As camisas históricas do Corinthians

Pedro Nogueira Heiderich

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Após a renovação de contrato do Timão com a Nike, o portalÉ o Time do Povotraz levantamento com as camisas históricas doCorinthians.

A Adidas fez proposta para assumir a vaga da Nike, o que criou certo frisson entre os torcedores com a expectativa de novos uniformes e novas camisas.

A Nike, fornecedora de material esportivo do Timão desde 2003, cobriu a oferta e seguirá estampando a marca no manto alvinegro. Com isso, fizemos lista com as camisas mais marcantes da trajetória doCorinthians ao longo da história.

São uniformes que ficaram marcados e estão eternizados na memória e no coração de todos os corinthianos.

O primeiro modelo de camisa da história do Todo Poderoso foi bege, em 1910, e a primeira camisa branca foi utilizada apenas em 1914. Ao longo dos anos foram diversas versões e variações de branco e preto.

Confira abaixo as camisas históricas do Corinthians:

Fim da fila

Corinthians sai da seca em 1977; período da fila fez torcida aumentar. (Foto: Divulgação/Corinthians)

A primeira vez que o Timão utilizou o uniforme preto com listras brancas foi em 1915. Entretanto, a camisa só foi voltar a ser utilizada na década de 1940 e enfim oficializada como segundo uniforme do Corinthians.

Na década de 1970, o segundo uniforme passou a ter mangas e golas brancas, dando maior destaque para as listras. E calhou que, no jogo do fim da fila de 23 anos sem títulos, no Paulista de 1977, contra a Ponte Preta, que também tem o primeiro uniforme da cor branca, o Timão jogasse de camisa preta listrada.

Time do Corinthians, posado, após o jogo contra a Ponte Preta, no Campeonato Paulista de 1977. (Foto: Divulgação/Corinthians)

Com a conquista épica, o modelo icônico, com a gola “careca” e redonda, e limpa, sem fornecedor de material esportivo e patrocínios, permaneceu até o início dos anos 80 e tornou-se símbolo e associado ao fim da seca.

Democracia Corinthiana

Time bicampeão paulista em 1983: era histórica do Timão com Wladimir, Sócrates e Casagrande. (Foto: Divulgação/Corinthians)

Os anos 80 tiveram início e o uniforme do Corinthians passou por mudanças. A equipe passou a ter um fornecedor de material esportivo, a Topper(veja aqui lista do É o Time do Povo com fornecedoras do Timão).

A marca da fornecedora ficou no canto direito da camisa do clube, que passou a ter também patrocínio. Em 1983, auge da Democracia Corintiana, a camisa tinha o patrocínio da Cofap, com versões diferentes para as duas cores, mas sempre só em preto e branco.

Camisa preta tinha gola em V e patrocínio ao centro. (Foto: Reprodução/Corinthians)

Foi o uniforme do bicampeonato Paulista conquistado em cima do São Paulo e da clássica comemoração de Sócrates com os punhos cerrados. Estes fatores somados tornaram a camisa branca e a preta históricas, ficando associadas ao período aúreo e ao combate à ditadura.

Primeiro Brasileiro

Time que conquistou o primeiro Campeonato Brasileiro em 90 ficou marcado. (Foto: Divulgação/Corinthians)

No ano de 1990, com um time modesto liderado por Neto, o Corinthians não era nem favorito, mas acabou conquistando o seu primeiro Campeonato Brasileiro. E em cima do rival São Paulo.

E o período ficou na memória do torcedor do Timão, com um uniforme emblemático, que tinha patrocínio da Kalunga e agora a Finta como fornecedora de material esportivo.

Neto, o Xodó da Fiel, se declara ao Timão. (Foto: Divulgação/Corinthians)

A gola característica da época, preta, com caimento mais solto no pescoço, e sem mais detalhes deixavam ainda um visual limpo e retrô, que fez muito sucesso. A camisa ficou totalmente ligada aos tempos de Neto, um dos maiores ídolos do clube e a um Corinthians de raça e entrega.

Primeiro Mundial (2000)

Jogadores comemoram título em cima do Vasco no Maracanã em 2000. (Foto: Divulgação/Corinthians)

O auge da era Marcelinho no Corinthians, depois do bicampeonato Brasileiro em 1998 e 1999, o Timão conquistava o seu primeiro Mundial de Clubes em 2000, em cima do Vasco, no Maracanã. Era inevitável que a camisa entrasse para a história. A Topper estava de volta como fornecedora e o patrocínio era da Batavo.

A grande diferença deste uniforme são as faixas pretas nos ombros e brancas nos shorts, que invertiam de cores quando a camisa era a preta. Além disso, o símbolo foi para o centro do peito, com a marca da Topper em cima dele e o logo da Batavo, em azul, embaixo do distintivo do Corinthians.

Camisa histórica pelo título inédito e por ser uma das que mais tem o preto e branco do Timão. (Foto: Divulgação/Corinthians)

Era um modelo único, saindo do padrão da época, e que foi preparado especialmente para o Mundial de 2000, completamente diferente da camisa de 1999. Depois do título, o uniforme explodiu, e foi usado só até 2001. Recentemente, a Nike lançou versão em homenagem à camisa, que tem sido utilizada pelo Coringão.

Segundo Mundial (2012)

Paolo Guerrero é a “cara” da camisa histórica do Corinthians: autor do gol do título. (Foto: Reprodução/Corinthians)

Em 2012, o Corinthians ganhou a América e depois o Mundo outra vez. Na disputa da Libertadores, mesmo com o título inédito e invicto e contra gigantes sul-americanos, a camisa não fez tanto sucesso. A disposição dos patrocínios era confusa e eram vários. O uniforme não marcou época apesar da conquista gigantesca.

Tanto que para o Mundial, no mesmo ano, mudaram p uniforme, com a Caixa como patrocinadora máster, com seu logo ao centro e com a camisa ganhando um design mais limpo e elegante.

Jogadores comemoram o segundo Mundial do Timão. (Foto: DIvulgação/Corinthians)

Simples, mas marcante, a camisa ficou eternamente associada principalmente a Paolo Guerrero, centroavante peruano que chegou para o Mundial e fez o gol do título. Após o bi Mundial, o Corinthians passou a vender uma versão com o “FIFA World Champions 2012” em dourado, mantido durante toda a temporada de 2013.

All Black (2024)

Yuri Alberto comemora gol com a camisa All Black. (Foto: Agência Corinthians)

Em 2024, a Nike inovou e pela primeira vez na história do Corinthians, o Coringão lançou como terceiro uniforme uma camisa preta sem listras, a”All Black”, pelo conjunto completo ser short e meias pretas. Pela primeira vez, uma camisa completamente preta, sem detalhes brancos: o escudo foi feito em preto e cinza.

A versão fez tanto sucesso que os jogadores pediram para a diretoria para jogar de All Black como primeira opção, o que foi atendido por cinco meses. Fora de campo o modelo foi um sucesso de vendas. Segundo a Nike, a versão era uma homenagem à história de resistência do clube. A camisa saiu de uso em 2005.

Menções honrosas

Também são dignas de menções o uniforme da Suvinil de 1995 e a versão com letras japonesas de 2022 em homenagem ao bi Mundial, além de terceiras camisas como a roxa de 2008 e a vinho para o Torino de 2011.